quarta-feira, 22 de maio de 2013
RESPONSABILIZAR QUEM?
Numa altura em que a Região se depara com o grave problema do desemprego e da miséria, e com as crescentes estatísticas de 49% ao nível do desemprego jovem, eis que a prioridade do PSD Madeira é, nada mais, nada menos, que: “combater os bufos”.
O grupo parlamentar do PSD entregou ontem, na Mesa da Assembleia Legislativa da Madeira, um projeto de resolução denominado “Por um regime político transparente” que, julgue-se a elevada prioridade do momento, procurar a “responsabilização dos cidadãos”.
Diria eu, na minha discutível opinião, e pela constatação que passo diariamente no atendimento de cidadãos aflitos e com problemas vários (entre os quais o dar de comer ao filhos), que o PSD quer responsabilizar os cidadãos.
Antes pelo contrário. Pelo que vejo e sinto (e na qual também me incluo, por arrasto) os cidadãos entendem ser o momento de responsabilizar os políticos. Os bons e os maus.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
O medo e a cidadania
Tenho constatado o seguinte: neste fenómeno eleitoral que se aproxima há um medo estranho, mas cada vez mais real.
O medo constitucional e o da cidadania participativa.
Explico. Há partidos que vêm os “grupos de cidadãos eleitores” como uma ameaça ao desiderato da sua sobrevivência popular. Ninguém é dono da democracia, nem, tão pouco, a solução laboratorial está, única e exclusivamente, do lado dos cidadãos eleitores. Mas pode estar. Aliás, se eles existem é porque são necessários à qualidade democrática e na afirmação de uma sociedade melhor.
Recentemente a CDU/PCP acabou, inadvertidamente, por colocar o grupo de cidadãos eleitores JPP ao nível do PSD. O que é manifestamente uma injustiça abismal. Até compreendo divergências, sobretudo pela tradicional participação de militantes de partidos que naquele grupo interagem, mas confundir ou fazer fundir uma coisa com outra, é irrealismo.
Por isso, constato: há partidos que temem a participação popular de gente nos “grupos de cidadãos”, e preferem “atacar” uma ameaça recente e plural da cidadania do que propriamente o verdadeiro culpado pela situação de falência de Santa Cruz, o PSD.
Élvio Sousa
quarta-feira, 1 de maio de 2013
A CDU e SANTA CRUZ
A candidatura da CDU vem, hoje, 1 de Maio de 2013 tecer considerações negativas sobre o JPP em Santa Cruz. Como, habitualmente, toda a crítica carrega o contraditório, o JPP tem a considerar:
1. É pena que a força comunista veja o JPP como um adversário, e que aponte apenas aspectos negativos (pois, na verdade, ninguém nasce e vive perfeito), fazendo crer que a persistência e a qualidade interventivas junto da sociedade de Santa Cruz está, apenas, do seu lado.
2. O partido comunista, cada vez mais acentuadamente ortodoxo e isolado do companheirismo social dos cidadãos que interagem de grupos politicos-eleitoralistas, esquece o profundo trabalho social que o JPP desenvolve em Santa Cruz no acompanhamento dos problemas dos cidadãos, no alívio dos impostos deste ano por via do IMI, no planeamento urbanístico por via dos planos de urbanização, na valorização patrimonial (entre a quais a classificação do mercado de santa cruz); na inviabilização do “roubo” do dinheiro dos cidadãos pelo negócio da Quinta da Escuna, nos planos de emergência social e nas medidas de ajuda à população carenciada e reformada.
3. Portanto, só nos resta lamentar que a CDU e o partido comunista português vivam ofuscados na consideração depreciativa com que julgam os outros, e ignoram a expressiva qualidade na intervenção do JPP tanto no terreno como nos bastidores.
4. Por esse caminho sinuoso, do isolamento circunstancial em denegrir o trabalho dos outros, sobretudo de uma força politica que também é alternativa em Santa Cruz e com grande alcance social, só vêm estender o "tapete vermelho" ao PSD, único responsável pela estado a que Santa Cruz chegou.
5. Assim, façam o vosso caminho, mas apontem as armas a quem levou o concelho á ruína e levou à forte carga de impostos aos cidadãos de Santa Cruz.
Élvio Sousa
quinta-feira, 28 de março de 2013
A CULPA É DO "REINO", DIZEM ELES
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| Foto DR. |
A culpa é o "Reino", dizem eles...
O PSD Madeira, e seu presidente, deverão estar deliciados, pois agora, terão um Sócrates, para desviar as atenções da desgraça económico-social regional.
Com um discurso caduco e decadente, servirão doravante pratos e pratos com o "cabeça" do bicho-papão, chamado Sócrates.
Comparado com a dupla Passos Coelho e Gaspar, Sócrates fez, apenas, comichão à regionalidade das economias.
quinta-feira, 7 de março de 2013
FUNCHAL E SANTA CRUZ: A CONFUSÃO E DELEITE
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| DR: |
São várias as
pessoas que têm contactado para indagar o modelo de escolha dos cidadãos que
encabeçarão as listas do JPP aos órgãos autárquicos de Santa Cruz.
Na verdade,
parece que há gente com assento na partidocracia do Funchal, mais interessada
em definir a alternativa de Santa Cruz, do que propriamente justapor a (sua)
terra funchalense.
Ora bem, este
artigo é pessoal, e portanto posso ajustar algumas convergências e esclarecer
pontos de vista, nomeadamente de meios político-partidários que, apesar de até
ao momento não terem convergido ou dialogado em Santa Cruz, têm pontas-de-lança
geradores de confusão na capital.
O projecto de
Santa Cruz é pluri-democrático e multicolor nas opções de cada qual. Quem
quiser entrar, sem calculismos e pré-negociação de “cabeças pensadoras”, tem
sempre a oportunidade de mostrar que está “Junto Pelo Povo”. Quem alegadamente
parece jogar “Junto por Si / ou Junto
pelo Seu Interesse Partidário” não valerá a pena convergir, porque aos ideais
da “fortaleza” não caberá tamanha conveniência.
E, assim,
será. Não existirão negociações, porque as pessoas não são negociáveis. Haverá convergências.
Para Santa
Cruz tudo se compõem com gente livre e liberta de interesses manietados e
conjugados por alegadas coligações ou escolhas de gente, como se fossem números
clausulos, numa soma com resultados imprevisíveis.
Também é
certo que para Santa Cruz, o modelo será manifestamente diferente do “esquema
autárquico” do Funchal. Totalmente diferente…
Sem dúvida,
que o grupo de cidadãos concorrerá sozinho, mas muito bem
acompanhados pelos nossos colegas e simpatizantes de outras forças politico-eleitoralistas-partidárias,
sem discriminação da tradicional direita ou esquerda.
Repito, não é
uma coligação, é um livre-arbítrio de uma escolha da manifestação da extrema
confiança no outro, na conjugação de uma alternativa com cidadãos independentes
ou dependes de filiação, e complemento com pensadores e executores credíveis na
participação cívica e democrática.
Portanto,
tudo o resto será internamente discutido, e externamente tranquilizado.
Habituem-se
porque, o estado da “Região” também se padece da grata “bilhardice” com que bons
homens e boas mulheres se “vestem” esporadicamente.
Pessoalmente,
prefiro discordar para dentro e harmonizar para fora. E o JPP também.
“Tudo o que é sólido se dilui no ar”
(Marx). E a “bilhardice” vem dos “ares da terra funchalense”.
Élvio Sousa
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
JPP: coligação ou sozinho (e bem acompanhado).
Esta semana veio à baila novamente a questão das terminologias, que podem ser calculadamente depreciativas. Começaram por chamar: “lista” e “coligação de cidadãos”. Depois, e outra vez (ontem) pela pena de Luís Filipe Malheiro, “coligação de esquerda”.
Realmente, acho que toda a gente tem direito a um nome próprio, e é sempre correcto (e educado), - usar a designação validada pelos órgãos de soberania, após o “baptismo” de um grupo que forma os cidadãos eleitores (JPP).
Parece-me claro que as autárquicas estão a mexer consciências e calculismos. Agora, é importante referir que o JPP não discrimina a direita ou a esquerda, não afasta nem desvaloriza cidadãos intervenientes na vida activa (inclusive a político-eleitoralista).
Nem tão-pouco é uma “coligação de esquerda”, pelo simples facto de ao Povo (e somos Juntos pelo Povo) ser dado o direito do livre-arbítrio e o da escolha de um mundo melhor.
Esse caminho, repito, tem muitas voltas, inclusive pela tradicional dita esquerda ou direita, e com níveis de segurança pelo centro.
Na verdade, no presente, a única coligação que conheço em Santa Cruz é a do PSD com o JM, isto é PSD e Jornal da Madeira. Nos primeiros meses do ano, o dito órgão terá aberto uma delegação no Santo da Serra, tendo como porta-voz o colega autarca local, que logicamente (e à luz do calculismo que, também, utiliza os dinheiros públicos dos cidadãos contribuintes) surge como o testa-de-ferro do n.º 1 do PSD a Santa Cruz.
Élvio Sousa
sábado, 2 de fevereiro de 2013
ASSINA POR BAIXO...
É curioso observar como recém-políticos de Gaula assinam, sem pestanejar, os extensos comunicados remetidos pela Rua dos Netos, do Funchal.
Chegam ao ponto de atribuir à oposição, a responsabilidade da situação actual da câmara com mais de 43 milhões de euros de dívida, onde mais de 20 milhões, são de pesada herança de Savino Correia.
Desde o pós 25 de Abril de 1975 que o PSD governa Santa Cruz. Desde essa data, e apesar de abolida a ditadura, existem "escravos de pensamento" que são obrigados a ler comunicados, e a assiná-los.
Estaria a refutá-los se, ainda, fossem produto da massa-cinzenta local. Mas não são.
Têm sido reproduzidos esta semana por todas os quintais, e com a douta coligação do Jornal da Madeira.
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