terça-feira, 4 de junho de 2013

PROCESSO - ACTA N.º 22 SANTA CRUZ



Os episódios aqui relatados são a consequência de um artigo de opinião no meu blog "Restos de Cultura - http://restoscultura.blogspot.pt/p/novas.html", cuja publicidade que lhe foi feita agradeço, publicamente.

Mostra, efectivamente, como os seres humanos reagem às evidências, procurando  ver nos outros as fragilidades de si-próprio.

Episódio1. JULGAR

Em finais do ano passado elaborei um artigo de opinião sobre a abstenção de Miguel Fonseca, aquando de uma despesa que julguei desnecessária em reunião de executivo de Santa Cruz (acta n.º 22). O texto, que transcrevo foi publicado inicialmente no blog referido:

"Mais um.

Miguel Fonseca, ex-vereador do PS na Câmara Municipal de Santa Cruz, afirmou, em tempos (e quando se preparava para a substituição em Santa Cruz), que iria resolver o problema de impostos para os cidadãos de Santa Cruz, pela via da introdução de alterações no PAEL.

No pouco tempo que lá esteve, mais propriamente na reunião de executivo de Santa Cruz mostrou, a cores e ao vivo, como ajudou o PSD a gastar mais uns tostões.

Miguel Fonseca absteve-se: tendo conhecimento da ausência de Fundos Disponíveis, isto na deliberação de autorizar a despesa do senhor presidente da câmara, numa viagem com um custo superior a 969,41€.

Ora, Miguel Fonseca, queria resolver o problema da dívida, dos impostos e do PAEL, blá, blá, blá…

Que grande profundidade de sentido de voto, perante um cenário de dificuldades financeiras!
E, segundo consta, Miguel Fonseca se proponha a resolver os problemas financeiras e a trazer um “refresco” para o desatino financeiro do PSD de Santa Cruz.

Existem políticos de secretária que têm o apoio do parceiro inseparável: PC (diga-se computador). Burocratas de gabinete, com escassa sustentação social.

Falam muito, escrevem muito mas, no fundo, a accão determina o conteúdo da casca.

Mais um, para a categoria da teorização efectiva de que a anunciada razão prática está longe da intenção."

Episódio 2. REAGIR



Miguel Fonseca reagiu e negou o conteúdo, cismando com a abstenção de um elemento do JPP. Chamou  os terceiros de vários impropérios:   "nazis", "falsificadores", etc... 

De facto, expliquei ao próprio Miguel a forma de conduta das actas, e que ele disponha de uma versão preliminar, enviada pelos serviços da câmara. 

Para acerto de agulhas, solicitei uma certidão aos serviços da câmara, e realmente tinha a verdade documentada do meu lado: Miguel Fonseca foi o único deputado a abster-se e a viabilizar a despesa do presidente.
As acusações de adulteração são infundadas e irrealistas.Recentemente, fiz um esclarecimento simples, juntando algumas folhas rubricadas e assinadas pelo executivo:

"HÁ MAIS VIDA PARA ALÉM DAS ACTAS… 

Renovo anteriores debates sobre o conteúdo de uma acta do executivo de Santa Cruz, de 4 de Novembro de 2012.

Na altura, em blog pessoal, fiz considerações sobre a acção do colega deste fórum, Miguel Fonseca, e sem alimentar mais considerandos, limitar-me-ei a publicar três páginas de uma certidão que tive acesso hoje, e que representa a versão final, assinada e rubricada.

Posso atestar, com a forma (acho eu, correcta de produzir opinião) que o documento a que tive acesso e publicado, em extracto aqui neste fórum, não foi alvo de deturpação ou de falsificação, seja por mim ou por outros colegas.

Mas também, acho oportuno dizê-lo, porque tem sido um hábito do secretário que redige as actas daquele executivo santa-cruzense - que as envia para correcção aos vereadores: São frequentes as inúmeras incongruências entre o que realmente se passou e o que vai, manifestamente, relatado. Por isso, é que são remetidas aos destinatários para leitura prévia.

O colega Miguel está na posse de uma versão preliminar incompleta, com inexactidões e imprecisões, conteúdo esse distinto da versão oficial, disponível para qualquer cidadão nos serviços municipais.

Ora bem, no meu ver, o assunto fica encerrado.

Todos somos humanos, e a capacidade de amnistiar ou de perdoar comportamentos deve imperar perante a humanização das nossas relações. Realmente, passamos muito tempo a julgar os outros (e disso, também, me penitencio) quando, na verdade, os outros mais precisam das nossas acções."

Episódio 3. NEGAR



Bem, Miguel Fonseca, pelos vistos, continua na negação, e na acusação infundada. Não tenho o hábito de alimentar "nervos à flor da pele", mas estou atento à "calunização gratuita", sobretudo quando " a má moeda atrai a má moeda".

Em vez de reconhecer publicamente o erro, e a forma incorrecta e pouco educada, como se dirigiu (e continua a dirigir) a terceiros, é reincidente e desesperante na argumentação. Mostro-lhe os dados reais, e continua a ver "fantasmas" que, afirma, o perseguem desde o nascimento da acta.

Bem, é típico, como  sempre afirmou Paul Ricœur, ver nos outros os "tiques de si-próprio". A um erro pessoal, vem acusar os outros de fabricar falsidades, e reincide na teoria da conspiração...

Ora, como a verdade corroí  e como as imagens aqui publicadas constituem a verdade dos factos e dos dados, contrariando a versão de Miguel (e a explicação que lhe dei, inclusive nas calmas), constato que emocionalmente os seres são duplamente dúbios e confusos.

Bem estou feliz, porque aquilo que afirmei surge documentado e corresponde à verdade. O resto são tretas.

Para qualquer dúvida, tenho a certidão completa da acta,e qualquer cidadão pode requerê-la nos serviços da câmara.

Fica, então encerrada o processo da Acta n.º 22, em que Miguel Fonseca, comprovadamente, ajudou o PSD a gastar mais uns tostões.





terça-feira, 28 de maio de 2013

A CDU e SANTA CRUZ: A OBSESSÃO

















Tenho excelentes amigos no PCP-Madeira, o comendador Rui Nepomuceno, o advogado João Lizardo, entre outros; e sempre aprendi a respeitar ideologias, ideais e opções de cada qual. Por essa razão tenho todo o respeito pelos partidos políticos, nomeadamente pelo PCP/CDU, cuja sede na Rua da Carreira sempre me acolheu e me forneceu conteúdos que considero absolutamente pertinentes numa sociedade democrática.

Todavia, não posso deixar passar em claro, situações que me parecem obcecadamente pessoalizadas e com carência de tino, sobretudo de pessoas que não conheço pessoalmente, e que julgo que têm imensa dificuldade em conviver democraticamente. Falo concretamente do porta-voz, e candidato pela CDU a Santa Cruz, Dírio Ramos, que nas últimas três semanas já mostrou que, no jogo político-eleitoralista, não é diferente de muitos outros seres nestas andanças.

O candidato à CDU, por Santa Cruz, num curto espaço de tempo já nos adjetivou de "COBARDES", "MATREIROS" e, mais recentemente, de “TONTOS”, “MALFEITORES” e "FALSOS", numa demonstração pública de carência ideológica e de obsessão infundamentada pelos rostos do grupo de cidadãos eleitores JPP- Juntos Pelo Povo.

Por este caminho - julgo eu, errado e sinuoso pela carência de ideias e de projetos - já começo a visualizar o "excelente" programa da CDU para Santa Cruz: a difamação e a obsessão pessoalizada.

Na minha modesta opinião, acho que o camarada Dírio Ramos está, irreversivelmente, a destruir o que a CDU tem e teve de bom no processo democrático regional, não convive bem com o contraditório, e mais grave, recorre insistentemente à calúnia para relevar as suas pretensões.

Estou a observar, e o Povo também.


quarta-feira, 22 de maio de 2013

RESPONSABILIZAR QUEM?




Numa altura em que a Região se depara com o grave problema do desemprego e da miséria, e com as crescentes estatísticas de 49% ao nível do desemprego jovem, eis que a prioridade do PSD Madeira é, nada mais, nada menos, que: “combater os bufos”.

O grupo parlamentar do PSD entregou ontem, na Mesa da Assembleia Legislativa da Madeira, um projeto de resolução denominado “Por um regime político transparente” que, julgue-se a elevada prioridade do momento, procurar a “responsabilização dos cidadãos”.

Diria eu, na minha discutível opinião, e pela constatação que passo diariamente no atendimento de cidadãos aflitos e com problemas vários (entre os quais o dar de comer ao filhos), que o PSD quer responsabilizar os cidadãos.

Antes pelo contrário. Pelo que vejo e sinto (e na qual também me incluo, por arrasto) os cidadãos entendem ser o momento de responsabilizar os políticos. Os bons e os maus.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O medo e a cidadania





Tenho constatado o seguinte: neste fenómeno eleitoral que se aproxima há um medo estranho, mas cada vez mais real.

O medo constitucional e o da cidadania participativa.

Explico. Há partidos que vêm os “grupos de cidadãos eleitores” como uma ameaça ao desiderato da sua sobrevivência popular. Ninguém é dono da democracia, nem, tão pouco, a solução laboratorial está, única e exclusivamente, do lado dos cidadãos eleitores. Mas pode estar. Aliás, se eles existem é porque são necessários à qualidade democrática e na afirmação de uma sociedade melhor.

Recentemente a CDU/PCP acabou, inadvertidamente, por colocar o grupo de cidadãos eleitores JPP ao nível do PSD. O que é manifestamente uma injustiça abismal. Até compreendo divergências, sobretudo pela tradicional participação de militantes de partidos que naquele grupo interagem, mas confundir ou fazer fundir uma coisa com outra, é irrealismo.

Por isso, constato: há partidos que temem a participação popular de gente nos “grupos de cidadãos”, e preferem “atacar” uma ameaça recente e plural da cidadania do que propriamente o verdadeiro culpado pela situação de falência de Santa Cruz, o PSD.

Élvio Sousa

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A CDU e SANTA CRUZ



A candidatura da CDU vem, hoje, 1 de Maio de 2013 tecer considerações negativas sobre o JPP em Santa Cruz. Como, habitualmente, toda a crítica carrega o contraditório, o JPP tem a considerar:


1. É pena que a força comunista veja o JPP como um adversário, e que aponte apenas aspectos negativos (pois, na verdade, ninguém nasce e vive perfeito), fazendo crer que a persistência e a qualidade interventivas junto da sociedade de Santa Cruz está, apenas, do seu lado.



2. O partido comunista, cada vez mais acentuadamente ortodoxo e isolado do companheirismo social dos cidadãos que interagem de grupos politicos-eleitoralistas, esquece o profundo trabalho social que o JPP desenvolve em Santa Cruz no acompanhamento dos problemas dos cidadãos, no alívio dos impostos deste ano por via do IMI, no planeamento urbanístico por via dos planos de urbanização, na valorização patrimonial (entre a quais a classificação do mercado de santa cruz); na inviabilização do “roubo” do dinheiro dos cidadãos pelo negócio da Quinta da Escuna, nos planos de emergência social e nas medidas de ajuda à população carenciada e reformada.



3. Portanto, só nos resta lamentar que a CDU e o partido comunista português vivam ofuscados na consideração depreciativa com que julgam os outros, e ignoram a expressiva qualidade na intervenção do JPP tanto no terreno como nos bastidores.



4. Por esse caminho sinuoso, do isolamento circunstancial em denegrir o trabalho dos outros, sobretudo de uma força politica que também é alternativa em Santa Cruz e com grande alcance social, só vêm estender o "tapete vermelho" ao PSD, único responsável pela estado a que Santa Cruz chegou.



5. Assim, façam o vosso caminho, mas apontem as armas a quem levou o concelho á ruína e levou à forte carga de impostos aos cidadãos de Santa Cruz.



Élvio Sousa


quinta-feira, 28 de março de 2013

A CULPA É DO "REINO", DIZEM ELES



Foto DR.


A culpa é o "Reino", dizem eles...

O PSD Madeira, e seu presidente, deverão estar deliciados, pois agora, terão um Sócrates, para desviar as atenções da desgraça económico-social regional.

Com um discurso caduco e decadente, servirão doravante pratos e pratos com o "cabeça" do bicho-papão, chamado Sócrates.

Comparado com a dupla Passos Coelho e Gaspar, Sócrates fez, apenas, comichão à regionalidade das economias.

quinta-feira, 7 de março de 2013

FUNCHAL E SANTA CRUZ: A CONFUSÃO E DELEITE

DR:



São várias as pessoas que têm contactado para indagar o modelo de escolha dos cidadãos que encabeçarão as listas do JPP aos órgãos autárquicos de Santa Cruz.

Na verdade, parece que há gente com assento na partidocracia do Funchal, mais interessada em definir a alternativa de Santa Cruz, do que propriamente justapor a (sua) terra funchalense.

Ora bem, este artigo é pessoal, e portanto posso ajustar algumas convergências e esclarecer pontos de vista, nomeadamente de meios político-partidários que, apesar de até ao momento não terem convergido ou dialogado em Santa Cruz, têm pontas-de-lança geradores de confusão na capital.

O projecto de Santa Cruz é pluri-democrático e multicolor nas opções de cada qual. Quem quiser entrar, sem calculismos e pré-negociação de “cabeças pensadoras”, tem sempre a oportunidade de mostrar que está “Junto Pelo Povo”. Quem alegadamente parece jogar “Junto por Si / ou Junto pelo Seu Interesse Partidário” não valerá a pena convergir, porque aos ideais da “fortaleza” não caberá tamanha conveniência.

E, assim, será. Não existirão negociações, porque as pessoas não são negociáveis. Haverá convergências.

Para Santa Cruz tudo se compõem com gente livre e liberta de interesses manietados e conjugados por alegadas coligações ou escolhas de gente, como se fossem números clausulos, numa soma com resultados imprevisíveis.

Também é certo que para Santa Cruz, o modelo será manifestamente diferente do “esquema autárquico” do Funchal. Totalmente diferente…

Sem dúvida, que o grupo de cidadãos concorrerá sozinho, mas muito bem acompanhados pelos nossos colegas e simpatizantes de outras forças politico-eleitoralistas-partidárias, sem discriminação da tradicional direita ou esquerda.

Repito, não é uma coligação, é um livre-arbítrio de uma escolha da manifestação da extrema confiança no outro, na conjugação de uma alternativa com cidadãos independentes ou dependes de filiação, e complemento com pensadores e executores credíveis na participação cívica e democrática.

Portanto, tudo o resto será internamente discutido, e externamente tranquilizado.

Habituem-se porque, o estado da “Região” também se padece da grata “bilhardice” com que bons homens e boas mulheres se “vestem” esporadicamente.

Pessoalmente, prefiro discordar para dentro e harmonizar para fora. E o JPP também.

“Tudo o que é sólido se dilui no ar” (Marx). E a “bilhardice” vem dos “ares da terra funchalense”.

Élvio Sousa